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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A travesti e cabelereira paulista Janaína conta como virou travesti

A travesti e cabelereira paulista Janaína conta como virou travesti

Contos Eróticos
Travesti

Olá, meu nome é Janaina, sou travesti, hoje, moro em São Paulo Capital, sou cabeleireira e maquiadora, trabalho em um salão na região central da cidade, além de fazer uns bicos. Hoje estou com 20 anos, na rua sou vista como mulher, pago o aluguel de meu apartamento (também no centro), tenho um namorado, tenho uma vida normal e feliz. Porém, nem tudo foi flores na minha vida. Essa história que vou contar ,é minha história de vida, é uma história que pretendo contar para que muitos homens reflitam quando forem se dirigir a algumas travestis, e também, para colocar uma consciência, de que nem todas se prostituem, nem todas roubam, nem todas é violenta e que todas possuem famílias, tem pais, mães, irmãos, avós, avôs...
Nasci na cidade Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo, uma cidade com aproximadamente 100 Mil habitantes, muito conhecida e freqüentada pela classe média Paulistana nos fins de semana. Sou caçula de uma família de 3 irmãos, tenho um irmão do meio e uma irmã mais velha. Quando eu era criança, eu gostava mais de brincar com minha irmã, do que com meu irmão, mesmo com diferença de idade de 4 anos para minha irmã e 2 para meu irmão. Adorava ficar passando horas brincando de casinha, construir lindos castelos na areia, enfim, tudo o que era de menina. Meus pais me repreendiam, muitas vezes até brigavam comigo, com essa pressão fui crescendo, até chegar aos 9 anos, então decidi seguir mais o meu irmão, pois percebia que eu estava errado em algo, mas não sabia o que era, fui tentar jogar bola, brincar de luta, surfar. Mas nada disso me trazia prazer, eu queria mesmo, era poder brincar de boneca, de desfile de moda, essas coisinhas.
Aos 13 anos, a pior idade para qualquer pessoa como eu, percebi algo muito diferente em mim. Começaram aparecer uns pelos em meu rosto, mais precisamente no meu queixo, nas genitálias e nas pernas, minha voz engrossou e eu nada daquilo gostava. Nessa época, minha mãe começou a ajudar mais o meu pai no estabelecimento comercial da família, pois todos os filhos já estavam bastante crescidos. Eu ia ao colégio de manhã e a tarde ficava em casa sozinha, pois meu irmão estudava a tarde e minha irmã ajudava no mercadinho, Foi então que algo mágico me aconteceu, comecei a usar as roupas de minha irmã, eu adorava aquilo. Um dia minha irmã veio mais cedo, e me pegou usando um vestido dela. Ela sentou-se comigo, conversamos bastante, choramos muito, ela disse que iria me ajudar, mas que para isso, teríamos de arrumar uma maneira de contar aos nossos pais, ela me disse para continuar a ser o que sou, pois eles iriam notar e querer conversar comigo.
Mais um ano se acabou e eu passei para a sétima série do ginásio, nessa época, eu já era muito zombada por outros meninos e meninas também, não tinha amigos. Nesse mesmo ano, entrou para mesma escola e classe que eu um rapaz, ele parecia ter dó de mim, era o único que conversava comigo, ficamos muito amigos, mas eu não tinha nenhum sentimento por ele, só amizade mesmo. Um dia, fomos a minha casa, fazer um trabalho de colégio, depois do trabalho, ficamos assistindo a um filme e derrepente, algo estranho rolou, nos beijamos. Era uma sensação muito boa. Eu perguntei pra ele o que havia acontecido, ele também não sabia, mas falou que viu em mim uma garota muito especial. Ele me pediu, para que quando estivesse só eu e ele, que eu ficasse com roupas de menina. O nome dele era Eduardo.
Alguns dias depois, meu pai veio ter comigo "aquela" conversa. Deixei ele falar, ele me falou de mulheres, sexualidade, namoro, drogas, rock (rs), surf, tudo o que pertencia a adolescência. Aí eu disse a ele, o que eu via, como eu me via. Disse a ele que me sentia uma mulher, que queria ter seios, que gostaria de usar vestidos, que tinha um namoradinho. Ele ficou pálido, chamou minha mãe, minha mãe veio, contém tudo pra ela, e ela chorou, meu pai tava ficando vermelho de raiva, ficou nervoso, falou que iríamos pra São Paulo procurar um especialista pra me curar. Eu não entendia nada, me trocaram de escola, me colocaram no inglês, informática, tentaram ocupar meu tempo, mas mesmo assim, eu ainda tinha tempo de ver o Eduardo, e cada vez mais gostava de estar com ele.
Um dia, eu, meu pai e minha mãe viemos a São Paulo, eu nunca havia estado numa cidade tão grande, era tudo tão legal, tanta gente, uma correria, aquilo me fascinada. Fomos ao consultório do Dr. Helio, um psicólogo, que atendia na Vila Mariana, primeiro ele conversou comigo, a sós, ele era muito legal, me ouviu e não abriu a boca, depois pediu para eu me sentar na sala de espera e chamou meus pais, se passou mais uma hora, ouvia alguns gritos de meu pai, o choro da minha mãe, esperei mais um pouco e fui chamado e ouvi a coisa que me deixou mais feliz, o doutor disse: "Deixe o menino expressar sua sexualidade, ele ainda é novo, com tempo, ele poderá mudar, mas não podemos alterar o modo de ser. Deixe-o experimentar a vida, deixe-o, experimentar ser o que ele é." Saímos dali, eu feliz, meus pais em silencio, fomos a outros psicólogos, e todos falavam a mesma coisa.
Os 14 anos chegaram e com eles, mais pelos que eu fazia questão de retira-los, minha irmã sujeriu o uso de hormônios femininos, mas eu nem sabia onde consegui-los. E minha irmã, mais uma vez me ajudou, ela me comprou alguns comprimidos (Não vou dizer nomes aqui), comecei a tomar, veio os primeiros sintomas: Comecei a engordar, principalmente as pernas e os glúteos, dores no fígado, tristeza, não tinha ereção (era até bom), mas por outro lado, vinha as coisas boas, comecei a perceber um incomodo na região mamaria, meus cabelos, já lisos, ficaram mais macios e eu deixei eles crescerem, minha pele também, bem mais macia. Nessa mesma época, tive minha primeira relação sexual com o Eduardo, foi na casa dele, foi muito bom e prazeroso. Eu me assumi perante a todos, em casa, vestia cada vez mais roupas femininas, comprava tudo com o dinheiro da passagem de ônibus, ia a pé para a escola, já tinha maquiagem , perfumes, roupas e sapatos femininos.
Chegou os 15 anos, eu estava bem mais feminina, meu pai nem falava mais comigo, meu irmão, não queria eu no mesmo quarto que ele e não queria que eu falasse que eu era irmão (Irmã) dele, acabei ficando no quarto de minha irmã, pois ela era a única a me ajudar, ela era que comprava meus hormônios, e nessa época, eu comecei a tomar injeções de hormônios. Minha mãe parecia fazer vistas grossas, só não queria me ver por aí de saia na rua e nem beijando outro homem, mas isso era inevitável, levei o Dú mais vezes em casa, já namorávamos no sofá, ele já me chamava de Janaina (nome que escolhi em razão da música do grupo Biquíni Cavadão, que eu era fã na época), fui pela primeira vez na praia usando um biquíni, na rua, já saia usando saias e vestidos. Meu corpo estava feminino, cabelos nos ombros, seios de menina moça. O problema, foi na escola, eu não podia entrar no banheiro masculino, queriam sempre me abusar sexualmente (Coisa que aconteceu comigo na época), por entrar no feminino, tomei duas advertências, os professores não sabiam como lidar com minha situação, eu era chamado do de viadinho, gayzinho, marica, passavam a mão em mim, era horrível. Acabei perdendo o Eduardo, ele se apaixonou por uma mulher de verdade. Cai na depressão, em casa era horrível ficar, eu era apontada na rua, como um animal. Foi aí que fui procurar um trabalho, no mercado de meu pai, eu não queria e nem ele, ele tinha medo de perder freguês, e era isso que ouvi em toda a cidade.
Chegou o verão e eu com quase 16 anos, percebi uma única forma de ganhar dinheiro, eu era travesti, e não mulher, era bonitinha, gostosinha, minha ereção havia voltado, mesmo que demorasse para ter uma. Tinha um ponto de prostituição no centro da cidade, perto da rodoviária, lá, tinha uns 4 travestis, me juntei a eles, comecei a me prostituir, aquilo era ruim, viam homens de S. Paulo, me davam 10 reais, me levavam numa praia deserta e eram passivos comigo, alguns, até eram ativos, mas eram poucos, o tempo foi passando, meus pais descobriram e me mandaram embora de casa, naquela época, eu tirava uns 300 ou 400 reias por mês na prostituição, fui morar numa favela, junto com um homem, ele só queria ter sexo comigo, ele chegava do serviço, transava comigo e depois falava pra eu ir pra rua ganhar dinheiro, eu ganhava, metade eu escondia em um buraco na praça o resto eu dava pra ele.
Fiquei assim até o fim dos 17 anos, até ele tentar me matar, consegui fugir, peguei o dinheiro que consegui juntar, tinha um pouco menos de 2000 reais. Eu estava um lixo, não tinha muitas roupas, estava feia. Vim São Paulo, aqui, aluguei um quarto no centro, comprei um colchão, um fogão velho de 3 bocas e uma tv branco e preto, no mesmo prédio que eu moravam traficantes, prostitutas, michês, outras travestis, era um prédio velho e mal assombrado na Av Rio Branco, eu a noite ouvia vozes, gritos muitos vultos. Fui fazer ponto na Amaral Gurgel, Lá sim, ganhava dinheiro, enquanto muitas compravam drogas, eu investia em mim, comprei mais coisas pra minha casa, conheci uma bombadeira (coloquei silico industrial nos seios, a única coisa que me arrependo, mas ainda não me deu problemas, apenas a dor nos dias depois que coloquei) e comecei um curso de cabeleireira, nisso, conheci um amigo, o Evandro, ele me indicou em um salão na Augusta, comecei a trabalhar lá como auxiliar de cabeleireira, mas a grana ainda não dava, continuei na rua. Um ano depois, já com 19 anos, conheci um outro homem, desta vês pela internet, já que havia conseguido comprar um computador usado. Mudei de apartamento, e arrumei um outro emprego, fiz o curso de maquiagem. Fui para Caraguatatuba, encontrei meus pais novamente, pais novamente, pois desde os 16 anos que não via ninguém da minha família, eles choraram muito ao me ver, disseram que eu estava bonita, que era uma linda moça, apresentei o Rogério, meu namorado. Mas nem tudo foi flores, meu irmão havia sido assassinado, se envolveu, com drogas e crime de roubo, morreu na cadeia. Eles me pediram perdão e disse que não queria mais me perder, eu também pedi perdão, conheci meu sobrinho, filho de minha irmã, que chama de tia (que lindinho).
Bom, hoje, eu trabalho num salão bom do centro, não me prostituo mais, conheci minha sogra, que até gostou de mim. Eu e meu amor, estamos planejando morar juntos.
Devo dizer: Sofri, mas cheguei em algum lugar, sei que terei muitos desafios em minha vida, o próximo, é uma plástica para tirar o silicone liquido e colocar uma prótese (já tenho dinheiro pra ela). Mas sei que isso é pouco, perto do que já passei.
Quero, com essa história, mostrar, que nós, travestis, crossdresser, gay's.. não devemos desistir e sim, lutar, mesmo apanhando... devemos fugir da marginalização. Devemos procurar nossa identidade.
E mostrar, para os que se dizem homens, aqueles que saem com travestis, que deixam mulher e filhos em casa, que nós, não somos só um objrto de prazer, nascemos de um ventre.
Não queremos também, receber preconceitos, somos muito discriminadas, até por Gay's.
Desejo a todos, um feliz Natal e um Próspero Ano Novo. Felicidades a todos.

janainasteles@bol.com.br

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Kamila a musa Travesti da Salgueiro de 2018 nos mostra porque todos nós devemos virar Travestis

Pois é galera, neste ano de 2018, a musa da salgueiro será a Travesti Kamila Carvalho. A escola optou por uma travesti na avenida, para representar sua bandeira, tirando nota 10 no quesito diversidade. É a primeira vez que uma ‘trans’ ocupa o cobiçado posto de musa da escola. Ela ainda estará ao lado de sete outras musas e celebridades.
“Estou sendo muito bem recebida. Sou observadora e perceberia qualquer tipo de preconceito. Estou ansiosa para a estreia e agora é me preparar para honrar o posto”, disse Kamilla, que tem 30 anos.
Ela é carioca, do morro da Providência e, desde os 22 anos, vem transformando o corpo. Ela só não quer fazer cirurgia de mudança de sexo, pois diz não ter coragem.

Meus comentários: Mas o que é que isso tem a ver com todos os homens deverem virar travestis? Bem, não vou escrever nada nesta resposta; apenas vou postar umas fotos da Kamila antes e depois de virar Travesti:

ANTES DE VIRAR TRAVESTI:


Depois de virar Travesti:









Não tenho mais nada a declarar. Só digo o seguinte: levante a bunda dessa cadeira, vá na farmácia comprar natifa, perlutan e espironolactona e comece a economizar para as plásticas. AGORA! Vai logo, tá perdendo tempo fazendo o que lendo ainda este post? Vai logo, PORRA!













 






15 bundas pro seu pau ficar duro como pedra
















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