> Amamos Travestis: Outubro 2016
Amamos Travestis

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sábado, 29 de outubro de 2016

11 fotos de Travestis mostrando a bunda




















Novo site conecta transexuais e travestis a empresas

Novo site conecta transexuais e travestis a empresasNascida em Assu, no interior do Rio Grande do Norte, a transexual Biancka Fernandes, só conseguiu o primeiro emprego no Rio Foto: Fabio Guimaraes
Bruno Dutra
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Vítimas do preconceito e da exclusão, transexuais e travestis vivem à margem do mercado de trabalho formal, situação que coloca este grupo em situação ainda mais vulnerável. Para amenizar esse quadro de falta de oportunidades, foi lançada, no início deste mês, a plataforma online Transerviços, que funciona como uma espécie de catálogo, onde travestis e transgêneros podem oferecer trabalhos autônomos em diversas áreas.
— É muito difícil conscientizar empresas inteiras, especialmente as maiores, sobre a necessidade de inclusão desse público. Por isso, a plataforma foi pensada como uma maneira de dar publicidade à força de trabalhos de travestis e transexuais. Assim, no site, eles conseguem oferecer seu trabalho e, quem precisa do serviço, pode contratá-los — explica Daniela Andrade, cocriadora do site.
Para ter acesso ao serviço, basta que a pessoa se cadastre no site com informações pessoais e o detalhamento do serviço que deseja oferecer.
Atualmente, segundo estimativa da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 90% das mulheres transexuais conseguem trabalhar apenas com a prostituição, e os homens estão sujeitos ao subemprego. Dessa maneira, de acordo com a entidade, quase a totalidade das pessoas sob essas condições, no Brasil, nunca consegue acessar o mercado de trabalho formal, com carteira assinada.
— Não é uma questão de formação ou qualificação profissional que, na maioria das vezes, nós temos. É questão de inclusão e falta de políticas públicas específicas — destacou a travesti e presidente da Antra, Keila Simpson.
Nascida no Rio Grande do Norte e moradora do Rio há oito anos, a transexual Biancka Fernandes, de 28 anos, é exceção à regra de exclusão no mercado de trabalho. Após passar por dificuldades, como a maioria das pessoas trans, hoje ela faz parte do setor administrativo do Instituto Nacional de Infectologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
— Estou há mais de um ano no emprego e fui muito bem recebida. Passei por muito preconceito para chegar até aqui, mas poder trabalhar é uma questão de cidadania — contou Biancka que, nas horas vagas, é atriz no Instituto do Ator.

Diversidade no Teatro Rival

Tradicional casa de espetáculos do Rio, o Teatro Rival, no Centro, se orgulha de ter em seus quadros funcionários transexuais. Três dos postos mais importantes para o funcionamento da casa, segundo a administração, são comandados por pessoas trans. Da recepção ao bar, o espaço cultural optou pela inclusão.
— O Rival é precursor da inclusão há 70 anos, e fazemos questão de continuar assim. Então, quando reinauguramos a casa, resolvemos buscar mão de obra na diversidade, e deu muito certo — disse Bianca Barbosa, sócia do teatro.
A contratação de pessoas trans, porém, ainda passa pela burocracia. Segundo Bianca, questões como o nome social, aquele que é usado pela travesti ou transexual, diferente daquele da identidade, ainda não é respeitado, o que causa constrangimento.
— Todos eles trabalham com carteira assinada e, no momento da contratação, enfrentamos dificuldades burocráticas em relação a isso. É preciso mudar, para que o processo de inclusão seja mais efetivo — ressaltou.

As transexuais Danny Santos, 29, e Selena dos Santos Benício, 21, almejam mais visibilidade Foto: Fabio Guimaraes

Entre as funcionárias estão a caixa Danny Santos, de 29 anos, e a recepcionista Selena dos Santos Benício, de 21. Ambas se orgulham de poder, hoje, usufruir dos benefícios trabalhistas, como qualquer profissional.
— É ótimo poder trabalhar com carteira assinada, especialmente num lugar onde nos respeitam — afirmou Danny.
Selena disse não sentir saudade da prostituição:
— Sempre estive na informalidade, e esta tem sido a melhor chance da minha vida.
Projeto Prepara Nem investe na formação de travestis e transexuais
Para além das cores rosa, azul e branco, da bandeira que representa o orgulho trans, a Casa Nem, que funciona na Lapa, na região central do Rio, trabalha para dar formação profissional e tentar ampliar o horizonte de travestis e transexuais. No local, a população marginalizada tem acesso a cursos de modelagem, corte e costura e até a um pré-vestibular, o Prepara Nem.
— Aqui é um lugar de passagem. Recebemos travestis e transexuais, abrigamos todo mundo, mas queremos emponderar e dar educação para que as pessoas consigam se incluir na sociedade — disse a idealizadora e coordenadora da Casa Nem, Indianara Siqueira.
Além do pré-vestibular no Rio, que oferece 20 vagas, o projeto também tem curso preparatório na Maré, em Niterói e na Zona Oeste do Rio.

Halux Maranhão , de 32 anos, comanda o bar do Rival Foto: Fabio Guimaraes

“O mercado não está preparado para nós”, diz Halux Maranhão
— A questão central em torno do debate sobre nossa exclusão do mercado de trabalho passa, antes de tudo, pelo preconceito. Tiram nossas oportunidades sem que analisem nossas qualificações para o trabalho. Eu, como homem trans e indígena, enfrento mais dificuldade. Sou técnico de enfermagem por formação, mas nunca consegui emprego. O motivo? Preconceito. O mercado não está preparado para nós.


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Conheça Valentina Sampaio, modelo transex sucesso na SPFW

Conheça Valentina Sampaio, modelo transex sucesso na SPFW
A cearense desponta como revelação no mundo da moda

LIFESTYLE SPFW19:12 - 25/10/16POR NOTÍCIAS AO MINUTO




Conheça Valentina Sampaio, modelo transex que está brilhando na SPFW - A modelo afirma que ainda não realizou a cirurgia de mudança de sexo © REPRODUÇÃO / INSTAGRAM VALENTTS
A marca La Garçonne trouxe às passarelas do São Paulo Fashion Week (SPFW) um desfile inovador nesta segunda-feira (24). Com a questão de gênero como tema da atual edição, a grife paulista apostou na modelo transexual Valentina Sampaio para exibir a sua moda verão 2017.
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Aos 21 anos, foi a primeira vez de Valentina no evento. Contudo, o currículo da jovem já possui marcas de peso: ela é a primeira modelo trans escolhida para ser garota propaganda da L'Oréal Paris.
Natural de Aquiraz, litoral do Ceará, Valentina é filha de um pescador e de uma professora, que sempre respeitaram quem a menina era.
Em recente entrevista à publicação Glamour Brasil, a modelo afirmou que ainda não realizou a cirurgia de mudança de sexo, mas que pretende operar na Tailândia.










Vale lembrar que a jovem entrará nas passarelas do principal evento de moda do país novamente, para os desfiles de Fernanda Yamamoto e Vitorino Campos.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/296652/conheca-valentina-sampaio-modelo-transex-sucesso-na-spfw

Concurso Miss Transex Niterói leva travestis à passarela em um desfile de orgulho

Concurso Miss Transex Niterói leva travestis à passarela em um desfile de orgulho


Wilson Mendes
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Na noite desta terça-feira, dez travestis subirão à passarela do sétimo Miss Transex Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Muito mais que uma coroa e uma faixa, que serão usadas pela eleita mais bela, elas buscam mostrar um desfile de coragem e luta. Claro, sem descer do salto ou borrar a maquiagem.
— É uma noite de resistência. Mostraremos o glamour e a elegância que nos negam, muitas vezes atrelando as travestis somente ao noticiário policial — avalia Larissa Dieckmann, presidenta do Grupo Transdiversidade Niterói (GTN): — Somos plurais, belas. Vamos mostrar como somos.

Ana Kezya com a faixa de outro concurso Foto: Reprodução do Facebook

O concurso acontece desde 2009, mas somente nos últimos três anos ganhou vulto. Ano passado, a gonçalense Paulla Tavares, de 21 anos, conquistou a coroa. Desde então, representa as travestis em eventos oficiais para os quais o GTN é convidado. A vida da miss transex também tem suas facilidades, como lugar reservado no maior trio elétrico da parada gay niteroiense. Além de trajes casual e de gala, as candidatas usarão maiôs e uma produção especial grega, desenhada pela estilista Wanda Azevedo.
— É como qualquer concurso de miss. A gente passa a representar um grupo, então tem que cuidar da postura, de como se apresenta, essas coisas. Os convites para trabalho aparecem. Acabei de fazer um clipe musical, de um artista da cidade, que será lançado em breve — diz, sem dar detalhes do projeto.

Bianca Ferrary Foto: Reprodução do Facebook

No Canto do Rio, onde acontece o concurso, outro mistério espera as candidatas. O júri só será revelado às 22h, tudo para que não haja interferências. Três serão premiadas. Todas sairão vitoriosas.
— O Miss começou na minha casa. Desde então, mesmo com as dificuldades, vem crescendo. A visibilidade que proporciona para as travestis e para os LGBT é o sucesso de todas — finaliza Larissa.

Bruna Vidal Foto: Reprodução do Facebook

A festa é apoiada pela Coordenadoria de Defesa dos Direitos Difusos e Enfrentamento à Intolerância Religiosa de Niterói (Codir), mas é financiada por patrocinadores privados. O Canto do Rio fica na Avenida Visconde do Rio Branco 701, Centro. Entradas a partir de R$ 30. O GTN faz atendimentos às pessoas trans pelo telefone 3617-0251.

Eloá Rodrigues Foto: Reprodução do Facebook

Depoimento: Paulla Tavares, 21 anos, miss transex 2015

Paula Tavares Foto: Divulgação

“Eu tenho muita sorte. Comecei a minha transição aos 15 anos. Aos 17, só me vestia como mulher. E sempre tive o amparo da minha família, o que é raro. Hoje, trabalho com a minha mãe no nosso salão de beleza. Sou cabeleireira profissional, e ela cuida das unhas das clientes. Moro no Gradim desde que nasci, e não tenho muito do que me queixar da vizinhança. Mas a minha vida não é o que acontece com a maioria e, por isso é tão importante que exista o Miss Transex Niterói. Para mostrar que não precisamos ser marginalizadas. Outra coisa boa é que acabamos mostrando outros caminhos para quem está chegando. Travestis não têm que trabalhar apenas na rua. Existem outras possibilidades, e é isso que quero mostrar. Além de realizar o sonho de ser miss!”

Ivy Santhiago Foto: Reprodução do Facebook


Joyce Rios Foto: Reprodução do Facebook


Kimberlly Souza Foto: Reprodução do Facebook

Lívia Jotha Foto: Reprodução do Facebook

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